micronutrientes das plantas

Micronutrientes das plantas: conheça quais são e quando utilizá-los

Por Marketing
Escrito em 23 de janeiro de 2020
Atualizado em 24 de janeiro de 2020
Blog

A qualidade dos alimentos produzidos no campo e, consequentemente, que vão para a mesa dos consumidores, depende da interferência direta ou indireta de uma série de fatores.

O clima, o volume de chuvas, o tipo e a qualidade do solo são alguns deles. No caso deste último, há um ponto em particular que é preciso ter uma atenção especial: os micronutrientes das plantas.

Como vamos ver neste artigo, esses elementos, aplicados em quantidade certa, conseguem corrigir características naturais do solo e atuam diretamente no bom desenvolvimento das plantações.

No entanto, quando presentes em quantidades menores ou muito maiores que as necessárias, podem causar deformações e outras deficiências, comprometendo a qualidade dos vegetais.

Confira!

O que são micronutrientes das plantas?

Ao contrário dos macronutrientes    como nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre  —  os micronutrientes das plantas, como o próprio nome já sugere, são nutrientes demandados em baixas quantidades nas plantações. Em quantidades equilibradas, a junção entre macro e micronutrientes cria um solo perfeito para o crescimento e desenvolvimento das plantas.

Cada solo tem essas substâncias em sua composição, em maior ou menor quantidade, de forma natural e que causam um efeito no tipo de lavoura existente no local.

Solos argilosos, humosos, arenosos ou calcários têm elementos diferentes e são ideais para o desenvolvimento de espécies diferentes de plantas. No entanto, eles também podem ser corrigidos para que ofereçam as substâncias nas quantidades ideais para os vegetais.

Afinal, a existência dos micronutrientes em maior ou menor quantidade causa efeitos diretos nas culturas, que podem ser manifestados nas folhas, raízes, flores e sementes.

Quais são os 7 principais micronutrientes das plantas?

Agora que você já sabe o que são, está na hora de saber quais são os seus tipos.

Boro (B)

O boro é o elemento químico responsável pelo desenvolvimento de elementos importantes dos vegetais, como as raízes. Ele também atua no transporte do açúcar pelas membranas celulares e no movimento da seiva, ajudando até mesmo no processo de fotossíntese.

Este elemento, representado pela letra B, é encontrado em maior quantidade em terrenos vulcânicos e em solos com pH entre 6 e 7.

Cloro (Cl)

Assim como ocorre com o boro, este elemento também atua diretamente no processo de fotossíntese das plantas. Pode ser encontrado em formato de cloreto, associado a outros micronutrientes, como o potássio e o sódio.

A falta do cloro nas plantas é manifestada em folhas mais murchas e de crescimento reduzido e até mesmo de coloração “bronzeada”.

Ferro (Fe)

O ferro é um elemento importante para a fixação do nitrogênio nas plantas, o que contribui para o seu desenvolvimento. Além disso, o nutriente conhecido pela sigla Fe também tem papel importante na respiração da planta.

No entanto, o excesso de ferro no solo pode ocasionar um fenômeno conhecido como laterização do solo, em que o terreno forma uma crosta ferruginosa, que impede a penetração da água.

Cobre (Cu)

A laterização do solo também pode ocorrer por excesso de cobre. No entanto, em quantidades ideais, este elemento ajuda na formação das sementes e das paredes celulares das plantas.

Manganês (Mn)

Este elemento atua, de forma indireta, no processo da fotossíntese, participando do metabolismo energético das plantas e na síntese da clorofila. A falta do manganês pode levar à diminuição da produtividade e comprometer o processo fotossintético.

Uma das formas de notar que a lavoura está com baixos índices de manganês é por meio da clorose. Esse é um processo em que, pela falta de produção da clorofila, começam a surgir manchas nas folhas, principalmente entre as nervuras. As folhas ficam mais “pálidas”, verde-claras ou amareladas.

Molibdênio (Mo)

Este elemento químico é bastante utilizado em lavouras de leguminosas, como de feijões, grão-de-bico, soja, ervilha, lentilha, dentre outras. Isso porque ele é muito importante no processo de fixação do nitrogênio nas raízes das plantas por meio das bactérias. A principal consequência dessa prática é o aumento da produtividade na planta e, consequentemente, em toda a lavoura.

Zinco (Zn)

Por fim, o zinco é um micronutriente muito importante para o desenvolvimento geral do vegetal. Afinal, ele faz o transporte de material genético das plantas, estimulando o crescimento e a frutificação e participa da produção do hormônio do crescimento vegetal.

Plantas que crescem com solo deficiente em zinco são, comumente, raquíticas, pequenas e mais propensas à clorose. É um dos principais transportadores de material genético dos vegetais, auxiliando, portanto, nos processos reprodutivos.

Quais os efeitos desses elementos e como devem ser utilizados?

Como deu para perceber, os micronutrientes atuam nos mais diversos processos de crescimento e desenvolvimento das plantas. E, por consequência, índices muito baixos desses elementos químicos no solo podem desequilibrar o processo de formação dos vegetais.

E essas deficiências em um ou outro micronutriente podem ser observadas a partir da observação de algumas características incomuns nas plantas. Folhas amareladas ou manchadas, galhos frágeis, sementes pouco desenvolvidas, vegetais menores que o de costume… tudo isso são sinais para que você possa observar, identificar quais os micronutrientes das plantas estão faltando e fazer a devida correção do solo.

Mas, em face de todos esses benefícios dos micronutrientes para as plantas, uma pergunta torna-se importante: posso utilizá-los de qualquer maneira?

E a resposta é não.

Como aplicar micronutrientes das plantas de forma correta?

Em primeiro lugar, é preciso saber de que solo estamos falando. Por meio de uma análise de solo completa, é possível identificar os elementos existentes ali naquele terreno. A partir daí, você pode pensar em formas de corrigir esse solo com a aplicação de fertilizantes.

É preciso ter em mente, também, que não é só a deficiência de micronutrientes que causa problemas na lavoura. O excesso desses elementos, na outra ponta, também pode contribuir para o mal desenvolvimento das plantas. O segredo está na aplicação correta e, principalmente, na quantidade correta, para que não haja perda da lavoura nem de dinheiro nesse processo.

Agora que você tem mais informações sobre micronutrientes das plantas para começar a identificar eventuais problemas que estejam acontecendo em sua lavoura, fazemos um convite.

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