biorremediação in situ

Biorremediação in situ e ex situ: entenda agora as diferenças

Por Marketing
Escrito em 19 de agosto de 2020
Atualizado em 25 de agosto de 2020
Blog

Nos últimos anos, a poluição ambiental tem chegado a níveis cada vez mais críticos, especialmente devido ao crescimento populacional, ao uso intensivo de químicos e aos métodos inadequados ou insuficientes de tratamento de efluentes. Nesse contexto, a biorremediação in situ e ex situ se tornou uma solução eficaz na recuperação de áreas contaminadas.

Neste artigo, vamos apresentar uma definição clara dessa técnica, a diferença entre os dois modelos e de que maneira essas alternativas podem ser adotadas para a regeneração de solos em propriedades agrícolas.

O que é biorremediação?

A biorremediação, remediação biológica, é a utilização de seres vivos ou seus componentes no processo de recuperação de áreas contaminadas. Dessa forma, trata-se de um processo natural, no qual organismos vivos são introduzidos no ambiente para remediar ou mesmo eliminar toda a contaminação.

Dentro desse cenário, fungos, plantas, microrganismos e até algas verdes — selecionados conforme o tipo de contaminante — são usados para reduzir o tempo de decomposição dos resíduos. É uma técnica com grande potencial de renovar ecossistemas, sem gerar uma poluição secundária, ou ao menos reduzindo essa possibilidade.

Vale ressaltar que essa é uma prática totalmente segura, afinal, trata-se de uma interação biológica com o meio, sem a introdução de produtos químicos.

Como a técnica auxilia a recuperação da natureza?

A biorremediação pode ser utilizada em locais onde ocorreram desastres ambientais, como derramamento de petróleo no mar, vazamento de combustíveis, de esgoto ou de outras substâncias nocivas originadas de resíduos e efluentes industriais em áreas contaminadas, como solo, águas subterrâneas, rios, lagos, mar, aterros, entre outros. Essas substâncias podem atingir tanto o solo como águas superficiais e subterrâneas.

A técnica consegue degradar compostos químicos e biológicos por meio de processos naturais. Isso é possível porque os pequenos organismos introduzidos no ambiente metabolizam os resíduos tóxicos, transformando-os em outras moléculas.

Na prática, esses seres utilizam esses contaminantes para gerar energia, ou seja, para se alimentar. Dessa forma, a biorremediação pode degradar poluentes de rios, dos mares, dos oceanos, dos lagos, dos solos etc.

Com essa estratégia, é possível reduzir drasticamente os contaminantes da área, garantindo maior segurança ambiental e minimizando os impactos negativos das atividades humanas na natureza.

Para iniciar com o processo de biorremediação, é necessário seguir estes quatro passos:

  • avaliar o tipo de composto contaminante;
  • caracterizar a contaminação;
  • planejar o tipo de biorremediação;
  • decidir pelos modelos in situ ou ex situ.

Mas qual exatamente é a diferença entre esses dois tipos de remediação? É o que você vai ver agora!

Quais são as diferenças entre biorremediação in situ e ex situ?

Fazer uma distinção de biorremediação in situ e ex situ é bastante simples, pois o conceito está ligado basicamente ao local onde o tratamento é realizado.

In situ

O material contaminado é tratado no próprio local. Dessa forma, não há necessidade de coletar e transportá-lo para outro lugar. Por isso, esse tipo de remediação biológica apresenta um custo menor e dá a possibilidade de cuidar de áreas maiores.

Entre as principais técnicas de biorremediação in situ, destacam-se:

  • atenuação natural: também é conhecida como biorremediação intrínseca ou passiva. Nesse caso, a recuperação da área ocorre mais lentamente, e o monitoramento se arrasta por um bom tempo;
  • bioestimulação: a atividade dos organismos vivos é incitada por introduzir nutrientes inorgânicos e orgânicos na área;
  • landfarming: resumidamente, consiste na inserção de resíduo oleoso com carbono orgânico concentrado na superfície do solo contaminado para promover a biodegradação dos diferentes constituintes do petróleo;
  • fitorremediação: a palavra fito (phyto) vem do grego e significa plantas. Nessa técnica, são elas que protagonizam a ação de estimular a atividade de pequenos seres vivos responsáveis por degradar os poluentes — que, nesse caso, geralmente são metais pesados, como zinco, magnésio e cobre (em rejeitos de minério);
  • bioaumentação: é opção para áreas com alto grau de deterioração, uma vez que se otimiza o poder de degradação por aumentar a população de organismos específicos. Muitas vezes, esse termo também é utilizado como sinônimo de biorremediação.

Ex situ

Já a técnica realizada ex situ necessita que o material seja levado para um local diferente. Normalmente é a melhor escolha em um cenário de alto potencial de propagação da contaminação. Entre as diferentes técnicas, destacam-se:

  • compostagem: o solo é retirado do local original e disposto em pilhas. Nesse caso, os organismos inseridos/presentes nele serão responsáveis por metabolizar os poluentes, transformando-os em água H²O, matéria orgânica e gás carbônico (CO²);
  • biorreatores: após a peneiração, o solo é misturado com água em um reator normalmente vertical (tanques). Forma-se uma lama com cerca de 10 a 40% de partículas em suspensão. Por esse motivo, é mais indicado para solos com partículas finas.

Como a biorremediação pode interagir com a agricultura?

Os resíduos de fertilizantes químicos remanescentes das operações em lavouras ao longo do tempo impactam de forma negativa as reservas naturais. Além da degradação do solo, a fauna também sofre, de modo que populações inteiras de diversas espécies podem simplesmente desaparecer.

Alguns dos métodos selecionados para a descontaminação podem ser de alto custo e trazer ainda outros problemas, como a incineração de resíduos que liberam gases perigosos à saúde.

Nesse contexto, a biorremediação vem em auxílio do produtor rural com técnicas capazes de eliminar esses resíduos por meio da ação de organismos vivos, sendo que a biodegradação é uma das formas mais eficazes de destruir essas moléculas do ambiente.

Uma das técnicas adotadas para a recuperação de áreas agrícolas é a fitorremediação, que é capaz de conter o avanço da contaminação e reduzir a quantidade de moléculas poluentes no ambiente. Algumas das variedades utilizadas nesse processo são alfafa, azevém, kochia sp. e painço.

A biorremediação in situ e ex situ são alternativas importantes na recuperação de áreas degradadas pela ação humana. Esse conjunto seguro de técnicas avançadas garante a preservação dos recursos naturais e pode contribuir para o aumento da produtividade em terras agrícolas.

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