aplicações da biotecnologia

Conheça as 6 principais aplicações da biotecnologia na lavoura

Por Marketing
Escrito em 29 de outubro de 2019
Atualizado em 22 de outubro de 2019
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A biotecnologia é definida como um conjunto de técnicas que manipulam processos celulares de organismos vivos para criar produtos ou potencializar a ação dos já existentes. As aplicações da biotecnologia se distribuem em diversas áreas, como agricultura, indústria têxtil e de alimentos, saúde e energia. Dessa forma, ela pode ser benéfica em várias situações.

Apesar de falarmos de uma tecnologia, seu uso pela humanidade não é recente. Antigas civilizações já lançavam mão de processos biológicos para produzir alimentos, como pães, vinho e cerveja.

Com o avanço das ferramentas tecnológicas e o aprofundamento do conhecimento do homem sobre a estrutura do DNA, a biotecnologia conseguiu trazer benefícios incríveis para a humanidade.

Neste artigo, você vai conferir as principais aplicações da biotecnologia e descobrir como essa ciência se tornou um dos meios mais modernos de atingir maior produtividade no agronegócio!

1. Uso de microrganismos no controle de pragas

O solo é repleto de microrganismos que formam uma parte viva invisível a olho nu. Desses, existem tanto aqueles que são maléficos quanto os benéficos para as plantas. Na natureza, esse ecossistema equilibra os microrganismos positivos e os negativos, de modo que o ambiente se torna produtivo e favorável para todos os organismos ali presentes.

Na produção agrícola, diversas ações do homem podem desequilibrar esse cenário. A aplicação de defensivos agrícolas é um dos agentes que matam os microrganismos do bem. A monocultura também tem seu papel em favorecer a proliferação de pragas e doenças por retirar outras espécies vegetais que também contribuem para esse equilíbrio biológico.

Tradicionalmente, ao manejar o solo, a agricultura cuida da parte química, repondo nutrientes importantes para o desenvolvimento do solo. A biotecnologia na agricultura passou a estudar a parte biológica do solo, ou seja, os microrganismos presentes ali. O objetivo é entender os benefícios que podem trazer para a nutrição, o desenvolvimento e a proteção da cultura contra agentes nocivos.

Essa dinâmica acontece de diversas maneiras. Por exemplo, há bactérias que ajudam no controle de pragas. Para ilustrar, podemos comentar sobre as diferentes lagartas que atacam as culturas. Estudos genéticos identificaram e isolaram uma bactéria que ajuda a controlar esse inseto-alvo, sendo inofensiva para a planta, para outros animais e para o homem.

Essa bactéria já existe naturalmente no solo e produz uma proteína que tem ação no intestino das larvas dos insetos. Quando a larva se alimenta da folha tratada com o bioinseticida, seu corpo é infestado com esporos da bactéria, que a matam por infecção generalizada.

Como se trata de um microrganismo natural, ele é destruído no próprio ambiente sem que restem resíduos tóxicos.

2. Fertilização do solo

Os microrganismos do solo desempenham ainda outro papel importante. Eles são capazes de recuperar nutrientes perdidos. Outros também podem converter o nitrogênio gasoso em um nutriente que pode ser absorvido pela planta.

Além disso, no meio ambiente, o fósforo, o enxofre e o nitrogênio estão ligados a moléculas orgânicas e, dessa forma, não podem ser absorvidos pelas plantas. Microrganismos, como bactérias e fungos, conseguem metabolizar e mineralizar esses nutrientes, liberando-os em formatos inorgânicos no solo para serem aproveitados pelas culturas.

Por esse motivo, a biodiversidade do solo é tão importante, e o agricultor precisa recompor essa parte viva. Fertilizantes tradicionais focam na inserção dos três elementos essenciais denominados NPK (nitrogênio, fósforo e potássio). Mas, além de dar atenção aos outros macros e micronutrientes, fertilizantes fruto da biotecnologia carregam consigo matéria orgânica e biológica, promovendo uma adubação mais equilibrada e sustentável.

3. Melhoramento genético

O melhoramento genético de plantas permite a produção de cultivares que carregam características comercialmente desejáveis. A base da técnica é a transferência controlada de genes entre duas espécies. O resultado foi a geração de plantas mais produtivas e de maior qualidade. Algumas das possibilidades foram:

  • arroz com mais vitaminas;
  • amendoim livre de proteínas alergênicas;
  • soja com óleo mais saudável para cardíacos;
  • tomate com mais licopeno, que ajuda a combater o câncer;
  • frutos que têm sua degradação retardada, durando mais tempo nas prateleiras;
  • genes com resistência a insetos e defensivos.

4. Recuperação de solos degradados

Solos com baixa estrutura e pouca agregação de solo e argila são mais suscetíveis à desertificação. Além disso, a operação inadequada de máquinas agrícolas e fortes chuvas podem provocar erosão. Essas situações tornam a área imprópria para as culturas.

Uma das formas de recuperar e tratar o solo é por meio da inserção da matéria orgânica para restaurar a parte viva do ambiente. Dessa forma, implementar práticas compositivas é uma das principais soluções.

Já existem no mercado fertilizantes com foco em recomposição para retomar o equilíbrio fértil, mais um fruto da biotecnologia.

5. Resistência ao déficit hídrico

A seca é um dos principais estresses abióticos que acometem as lavouras. Cientistas pesquisaram plantas que apresentavam maior resistência ao calor e ao déficit hídrico e descobriram bactérias com o potencial de ajudar as plantas a serem mais resistentes à ausência de água, propiciando um desenvolvimento mais satisfatório mesmo em condições adversas.

Em um ambiente natural, plantas xerófitas se associam a microrganismos que lhe fornecem proteção a nível celular contra o déficit hídrico. Essa pesquisa tem um grande potencial de utilizar essas bactérias para o tratamento de sementes mais resistentes.

6. Adubos aprimorados que reduzem custos

Fertilizantes de alta tecnologia agregam componentes a mais, além dos minerais usuais. Dessa forma, o produto trata não só a parte química do solo, mas também a parte orgânica. Essa composição mais completa retrata o que o meio ambiente já faz em condições naturais.

Ao analisar solos de matas, por exemplo, é possível perceber a parte biológica sempre ativa, com folhas, materiais orgânicos e processos de mineração e decomposição sempre ocorrendo. Isso libera nutrientes de forma constante no solo.

Ao utilizar fertilizantes que copiam esses processos, é possível reduzir custos na operação. Em uma única aplicação, o produtor insere no solo tanto o adubo mineral quanto o biológico, sem que a máquina tenha que realizar duas operações.

Essa estratégia evita o retrabalho e a reentrada de máquinas nas lavouras. Em decorrência disso, reduzem-se a compactação do solo e outros custos relacionados à mão de obra e combustível.

O grande diferencial dos fertilizantes aprimorados com a biotecnologia é conseguir inserir a matéria orgânica com o pH neutro, e nela é alocada os microrganismos, onde ficam protegidos. Dessa forma, eles conseguem atuar de forma benéfica no ecossistema do solo em relação ao desenvolvimento da planta.

Esses foram apenas algumas das aplicações da biotecnologia para a agricultura. São avanços significativos que se aliam a muitas outras tecnologias e técnicas capazes de tornar as operações do campo mais produtivas, o que se reflete em maior lucratividade às empresas rurais.

Quer saber mais sobre as vantagens da biotecnologia na produção de fertilizantes avançados? Entre em contato conosco e fale com um de nossos especialistas!

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