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Salinização do solo: como evitar em práticas de adubação?

Por SuperBAC Biotechnology Solutions
Escrito em 14 de novembro de 2018
Atualizado em 14 de novembro de 2018
Blog

Seja por motivos naturais, seja em decorrência de processos induzidos pelo homem, a salinização do solo é uma forma comum de degradação que prejudica as propriedades do terreno. Consequentemente, há uma perda de biodiversidade no local, e o crescimento das plantas fica comprometido.

Em outras palavras, a salinização afeta o equilíbrio do ecossistema e deixa a terra imprópria para a agricultura, uma vez que o solo se torna improdutivo para as espécies vegetais. Trata-se, portanto, de um problema que merece especial atenção dos produtores.

Quer saber mais sobre essa condição, ficar por dentro de suas causas e conhecer as melhores formas de prevenção? Então continue a leitura deste artigo!

O que é salinização do solo?

Toda área de plantio apresenta um determinado teor de sais minerais dissolvidos na terra. Entretanto, quando a concentração dessas substâncias aumenta de forma a prejudicar o crescimento das culturas e o rendimento econômico das lavouras, dizemos que o solo está salinizado.

Os efeitos nocivos da salinização no desempenho dos vegetais são desencadeados por múltiplas razões, incluindo:

  • déficit de água;

  • toxicidade provocada pelo excesso de íons;

  • desequilíbrio nutricional;

  • alteração da microbiota do terreno.

Como consequência, o acúmulo de sal na superfície impacta a germinação e a densidade das culturas, além de afetar o crescimento vegetativo das plantas. Com isso, há uma queda da produtividade e, nas situações mais graves, a perda total da lavoura.

Como ocorre esse problema?

Os recursos usados para a irrigação das culturas, com exceção da água da chuva, apresentam naturalmente uma certa quantidade de sais minerais que se depositam no solo. Dessa forma, conforme a água evapora, os sais se concentram na terra.

Nas regiões áridas e semiáridas, em que a evaporação é acelerada e as chuvas são escassas, o solo não é “lavado” adequadamente, e a salinização é um problema frequente que pode levar à desertificação do local.

Há ainda outras causas naturais que promovem a salinização do solo, tais como a emergência das águas dos lençóis freáticos para a superfície e o acúmulo de água salgada proveniente do mar.

No entanto, algumas ações humanas também induzem o acúmulo de sais na terra. Entre elas, podemos incluir:

  • uso de solos impróprios ou com baixa permeabilidade e sem sistemas de drenagem;

  • rega com águas ricas em sais minerais solúveis;

  • regas com frequência inadequada ou com distribuição irregular da água;

  • uso intensivo de fertilizantes ou corretivos.

O que fazer para evitar a salinização?

As diferentes formas de degradação do solo, incluindo a salinização, são geralmente frutos de uma ocupação sem planejamento nem compromisso com a sustentabilidade. Para controlar o teor de sais na terra, o primeiro passo é conhecer a dinâmica da água e dos solutos no solo.

A partir dessa análise, é possível determinar a melhor forma de gerenciar as regas e prever os efeitos da água nas culturas. Em geral, os solos com tendência à salinização devem ser irrigados por meio de técnicas de gotejamento, uma estratégia de irrigação que emprega menos água.

Para prevenir a degradação, outro aspecto que merece atenção é a fertilização do solo, uma vez que a adubação química tradicional promove a acidificação e a salinização. Portanto, é importante investir em alternativas que minimizem esse impacto sem deixar de oferecer os nutrientes necessários à manutenção das lavouras.

Os fertilizantes biotecnológicos são uma ótima estratégia para alavancar a produtividade sem afetar a fertilidade do terreno. Eles contam com microrganismos que atuam como fábricas que produzem compostos benéficos para as plantas, promovendo ainda uma redução na aplicação de agroquímicos nas plantações.

Adotar medidas para prevenir a salinização do solo é melhor do que remediar. As áreas em que o teor de sais na terra é muito elevado correm risco de se tornarem permanentemente improdutivas, já que os custos para recuperá-las podem ser inviáveis. Portanto, é melhor não arriscar, não é mesmo?

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