Os 8 principais produtos agrícolas no Brasil

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O agronegócio é o principal pilar da economia brasileira — nosso país é o terceiro maior exportador de produtos agrícolas do mundo. Diversos fatores contribuíram para alavancar a produtividade do setor nas últimas décadas. Se por um lado sempre contamos com a abundância de recursos naturais, por outro tivemos mais recentemente a mecanização do campo e a expansão das fronteiras agrícolas.

Juntando o câmbio favorável à maior demanda por parte dos países asiáticos, o cenário se tornou bastante favorável aos produtores rurais. No entanto, a agricultura em um país grande como o nosso tem seus desafios. Um deles é justamente aumentar a produção sem agredir o meio ambiente.

Continue conosco para descobrir quais são os produtos agrícolas que rendem as maiores safras no Brasil e veja, ainda, algumas dicas para melhorar a qualidade desses produtos. Boa leitura!

1. Cana-de-açúcar

Essa cultura pioneira foi a responsável por viabilizar a colonização de nosso país pelos portugueses. No período colonial, a produção era destinada ao mercado externo. Hoje, a cana é utilizada cada vez mais para a produção de etanol, um produto de inegável importância econômica e política.

As culturas de cana-de-açúcar estão presentes em todo o território brasileiro, mas é o cerrado paulista que concentra 1/3 da área cultivada. Enquanto os pequenos produtores ainda usam técnicas coloniais, o ciclo de produção das grandes indústrias de açúcar e combustível já é altamente mecanizado.

2. Soja

Os estados do Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul são os grandes responsáveis por colocar o Brasil na segunda posição do ranking de maiores produtores de soja no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O crescimento na produção desse grão se deve principalmente à expansão do consumo de carne, uma vez que a soja é utilizada na alimentação do gado, de suínos e de aves.

A década de 1970, marcada pela explosão do preço da soja no mercado internacional, impulsionou a expansão do cultivo do grão em terras brasileiras. Por aqui, temos uma grande vantagem competitiva: o escoamento do produto é feito na entressafra norte-americana, período em que as cotações atingem os valores mais altos.

3. Milho

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da China. No entanto, a safra de 2017/2018 foi prejudicada por eventos climáticos. Assim, estima-se que a próxima colheita seja melhor e impulsione o nosso país para a segunda posição no ranking.

O milho é um produto versátil, sendo destinado tanto à subsistência alimentar quanto à elaboração de ração para animais. A produção é feita em pequenas propriedades rurais e enormes latifúndios. Os grandes produtores, no entanto, são responsáveis pelo aumento da disponibilidade de milho transgênico.

4. Mandioca

Pela diversidade de nomes — mandioca, macaxeira ou aipim —, já dá para imaginar que esse produto agrícola é encontrado em todo o Brasil. Mas são o Norte e o Nordeste que lideram a produção dessa raiz nutritiva e popular. No entanto, tal liderança é alcançada graças às grandes áreas cultivadas, já que a eficiência produtiva dessas regiões é baixa.

Segundo informações da Embrapa, o Norte produz menos de 10.000 quilos de mandioca por hectare plantado (kg/ha). A campeã de produtividade é a região Sul, que apresenta um rendimento de mais de 21.000 kg/ha. As grandes áreas de plantio refletem na participação do Brasil no mercado internacional: ocupamos a segunda posição no ranking mundial, contribuindo com 10% da produção global de mandioca.

5. Laranja

Apenas o estado de São Paulo responde, sozinho, por cerca de 28% da produção mundial de laranjas. Nosso país, além de grande exportador da fruta in natura, também é líder na produção de suco de laranja. Essa posição de liderança está longe de ser ameaçada, uma vez que os Estados Unidos, que ocupam a segunda colocação no ranking, participam com pouco mais de 10% da produção.

Além do consumo da fruta fresca ou da produção de sucos, a laranja também é usada como conservante ou tempero por diversas populações. Seu grande teor de vitamina C ajuda a preservar os alimentos, além de ser um importante antioxidante reconhecido pelo seu papel no fortalecimento do sistema imune humano.

6. Arroz

O arroz é um produto de grande destaque no mercado asiático. No entanto, o Brasil também faz a sua parte. Sem considerar a Ásia, nosso país é o maior consumidor e o maior produtor do alimento, sendo o Rio Grande do Sul — com seu clima subtropical — o grande responsável por essa estatística.

7. Banana

Essa é a fruta mais produzida no mundo e a que apresenta o maior movimento financeiro. Por aqui, a maior parte da produção é destinada ao mercado interno. Isso é muito importante para garantir o abastecimento, uma vez que a banana é a fruta mais consumida pelas famílias brasileiras.

8. Café

É impossível pensar na história do Brasil sem falar na cultura do café. Mesmo com o declínio na produção percebido após a crise de 1929, nosso país ainda é um grande produtor do grão. Atualmente, a maior parte do café produzido é destinada à exportação.

Os principais estados produtores são Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. A agricultura familiar ainda é responsável por uma boa fatia do mercado cafeeiro, sobretudo no que diz respeito às culturas orgânicas.

Como melhorar a qualidade desses produtos agrícolas?

Aumentar a produtividade é um desafio, principalmente para o pequeno produtor. Uma alternativa que dá resultados é incorporar novas áreas produtoras. No entanto, a expansão nem sempre é possível. Por isso, adotar melhores práticas no campo é a peça-chave para obter produtos agrícolas de boa qualidade e se destacar no mercado.

Acompanhe 3 dicas para produzir mais e melhor, causando menos danos ao meio ambiente!

Invista na inovação

Ferramentas modernas são grandes aliadas dos produtores. Veja alguns exemplos de como a tecnologia na agricultura permite poupar tempo e recursos (financeiros e naturais):

  • sistemas de irrigação automatizados;

  • sensoriamento remoto para avaliar a saúde das plantas;

  • drones para aplicação de defensivos agrícolas apenas nos pontos certos;

  • tratores autônomos (sem piloto);

  • equipamentos para colheita automatizada;

  • robôs para remoção de ervas daninhas;

  • aplicativos e softwares de gestão rural.

Controle doenças e pragas

Quando algo pode destruir safras inteiras, é melhor não dar chance para o azar, não é mesmo? Algumas medidas simples evitam o espalhamento de doenças que podem dizimar a lavoura, incluindo:

  • evitar sementes de origem duvidosa;

  • usar água de boa qualidade e tratada por filtração, radiação UV ou ozonização;

  • utilizar apenas ferramentas limpas;

  • proteger os depósitos contra contaminações;

  • eliminar rapidamente plantas doentes;

  • buscar o equilíbrio entre a densidade e o arejamento das plantas.

Em relação aos insetos, a melhor forma de proteger as culturas é adotar o manejo integrado de pragas. Com isso, o produtor evita o uso de inseticidas que podem destruir o equilíbrio natural e contaminar o meio ambiente. Isso sem contar que muitos químicos logo se tornam inúteis, uma vez que a resistência tende a aparecer rapidamente nos insetos.

Repense suas táticas de fertilização

Não é nenhuma novidade que nutrir o solo é essencial para garantir a produtividade. No entanto, os métodos tradicionais de fertilização agridem o solo e não são tão eficientes quanto aqueles que empregam os modernos fertilizantes de alta performance. Esses compostos combinam uma mistura de nutrientes com microrganismos que desempenham atividades benéficas para as plantas.

Por causarem uma menor acidificação e salinização do solo, os biofertilizantes ajudam a manter a fertilidade e preservar os organismos que vivem naquele ecossistema. Com isso, há uma redução no uso de defensivos químicos para assegurar a produtividade da lavoura.

As dicas podem ser aplicadas na lavoura dos produtos agrícolas citados neste texto ou em quaisquer outros gêneros cultivados por aqui. O Brasil é enorme e diverso, permitindo uma grande variedade de culturas. Cabe aos produtores conhecer as demandas dos mercados interno e externo, bem como os desafios do ramo, para avaliar em que opções os esforços devem ser concentrados.

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