O que uma empresa de biotecnologia pode fazer pelo agricultor?

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A produção agrícola atual se vê diante de um desafio: como produzir alimentos em quantidade suficiente para alimentar a população do planeta, que pode chegar a 9,5 bilhões de pessoas em 2050, 2,5 bilhões a mais do que hoje? Para aumentar a dificuldade, a solução desse problema deve vir acompanhada de responsabilidade ambiental. Nesse cenário, como uma empresa de biotecnologia pode contribuir?

Pensando nisso, confira neste texto o que essas empresas fazem e quais as maneiras pela qual o agricultor pode usufruir do trabalho delas para melhorar sua produção sem descuidar da natureza.

O que é biotecnologia?

Antes de compreender como a biotecnologia pode servir ao agricultor, precisamos entender o que ela é. De forma bem simples, a biotecnologia é o uso de técnicas que permitem a exploração e a manipulação de organismos vivos para obtenção de melhorias em determinado produto ou modo de produção.

Desde o começo da prática da agricultura pelos humanos, manipulações são feitas com o intuito de selecionar plantas mais produtivas ou que deem melhores frutos. A grande revolução viabilizada pela biotecnologia foi permitir que essa manipulação fosse feita diretamente no material genético dos organismos vegetais.

Na agricultura, essas alterações permitem que uma planta tenha genes de outra espécie inserida em seu DNA para se tornar mais resistente a um tipo de praga ou, ainda, a criação de biofertilizantes que substituem os adubos químicos com várias vantagens.

Por que as empresas de biotecnologia são importantes?

Ao contrário do que se possa imaginar, as empresas de biotecnologia já tem presença significativa na agricultura mundial. Sem o desenvolvimento propiciado por elas, certamente a produção de alimentos seria menos eficiente hoje em dia.

Os números comprovam isso: de acordo com a consultoria Céleres, nas culturas brasileiras de soja, milho e algodão, as áreas plantadas com sementes transgênicas ou geneticamente modificadas já eram estimadas em 93% do total no ano de 2016.

Esses dados são impressionantes, certo? Mas quais os benefícios deles?

Aumento de produtividade

O aumento de produtividade talvez seja o ganho mais palpável oferecido pela biotecnologia. Isso ocorre por meio do desenvolvimento de plantas mais resistentes a doenças e pragas, com a maior capacidade de produção em condições climáticas adversas e do melhor aproveitamento do solo.

No caso da soja, a implementação das sementes transgênicas fez a produção crescer 27% entre 1998 e 2015, saindo de 2,3 toneladas por hectare para 3 toneladas por hectare.

O desenvolvimento de plantas que sofram menos com doenças é feito com a transferência de genes de organismos naturalmente resistentes para a espécie vegetal que se pretende melhorar.

Plantas modificadas também podem fazer melhor proveito dos recursos naturais disponíveis. Isso pode ser útil em secas, em que a água se torna escassa e é preciso tornar o seu uso mais eficiente.

Além disso, consegue-se melhorar o solo com o uso de biofertilizantes, que proporcionam um melhor aproveitamento dos nutrientes presentes na terra, contribuindo, assim, com plantas ainda mais resistentes e produtivas.

É sempre bom lembrar que aumentar a área cultivável, muitas vezes, é inviável e as mudanças climáticas em curso provavelmente vão afetar as plantações de uma forma sem precedentes.

Ou seja, sem o uso da biotecnologia, não parece possível aumentar a produtividade da agricultura para abastecer de maneira satisfatória a demanda proporcionada pelo crescimento da população.

Melhor custo-benefício

A biotecnologia também deve ser considerada pelo seu custo-benefício, geralmente favorável ao agricultor. Muitas vezes, a adoção dessas soluções se mostra mais eficiente e barata do que as demais técnicas existentes.

Plantas geneticamente modificadas são inteiramente resistentes a determinado tipo de pragas e não somente nas partes onde o agrotóxico alcança, por exemplo. Assim, dispensa-se o uso do produto químico, a produção é maior e os lucros aumentam, mesmo com os gastos para a utilização da nova tecnologia.

Alimentos mais nutritivos

E se fosse possível obter mais nutrientes de certos alimentos para prevenir doenças causadas pela carência deles ou suprir certas necessidades alimentares? Com a biotecnologia isso vira realidade por meio de uma técnica chamada de biofortificação.

Ela torna viável o cultivo de soja com mais proteínas, batatas com mais carboidratos, feijão mais nutritivo ou arroz com maiores índices de vitamina A, proporcionando uma melhor nutrição para populações com dietas restritas, devido à baixa disponibilidade de alguns alimentos.

A biotecnologia também pode desenvolver alimentos que demoram mais para estragar, facilitando a colheita e o transporte, permitindo que eles cheguem mais frescos na mesa do consumidor. Além disso, alimentos com gosto melhor são outra possibilidade a ser explorada.

Soluções sustentáveis

Aliado a todos esses ganhos, o trabalho das empresas de biotecnologia tem a vantagem de ser ecologicamente sustentável. É só pensar na diminuição do uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos que a implementação de soluções biotecnológicas pode proporcionar.

Com isso, temos mantimentos com um menor índice de resíduos dessas substâncias, que além dos eventuais danos à saúde de quem come, podem contaminar os solos e água, e o agricultor que precisa lidar com elas diretamente.

O já citado aumento de produtividade também pode se transformar em ganho ambiental: como é possível colher mais plantando nas áreas já destinadas à agricultura, evita-se o desmatamento de novos locais, garantindo a preservação de ecossistemas ameaçados pela ação humana. Além disso, o uso de água e de matéria-prima para a produção de insumos tende a ser menor.

E, em meio aos diversos mitos que cercam a biotecnologia, é importante destacar que a utilização dessas técnicas na agricultura é extremamente segura. Nenhum alimento é colocado no mercado sem avaliações preliminares.

No Brasil, a lei de biossegurança determina que qualquer alimento geneticamente modificado precisa passar por testes que certifiquem sua segurança para o consumo humano. As verificações são feitas pelo CTNBio (Comissão Técnica de Biossegurança).

A biotecnologia é um campo promissor que está em pleno desenvolvimento no Brasil, o país da América Latina que mais investe em pesquisas sobre o tema. Para o agricultor, contar com o apoio de uma empresa de biotecnologia significa redução de custos, ganho de produtividade e aumentos nos resultados financeiros, além do alinhamento com as melhores práticas ambientais.

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