Despoluir os rios é possível? Descubra neste post!

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Conhecemos muito bem os impactos que o crescimento sem planejamento da população causa no meio ambiente. Portanto, atualmente há uma preocupação muito grande em procurar soluções sustentáveis para prevenir que os danos aconteçam.

No entanto, uma vez que o estrago foi feito, será que é possível corrigi-lo? Pensando nisso, despoluir os rios é realmente viável? Continue a leitura deste post e descubra!

Cases de sucesso mundo afora

Os rios que cortam grandes cidades são os que mais sofrem com o lançamento de rejeitos domésticos e industriais. Como consequência, há uma queda brusca na biodiversidade com o favorecimento de espécies potencialmente causadoras de doenças.

Diversas cidades perceberam os efeitos negativos que um rio poluído traz tanto para seus habitantes quanto para o turismo. Confira como algumas delas conseguiram recuperar áreas antes tão degradadas.

Rio Tâmisa

Esse é exemplo mais conhecido de estratégia de despoluição que deu certo. O rio londrino foi considerado biologicamente morto em 1957. Imediatamente foram tomadas medidas para acabar com a poluição, incluindo a construção de um sistema de captação de esgoto e a adoção de uma legislação ambiental mais rígida. Atualmente, o rio Tâmisa abriga mais de 500 espécies de peixes e invertebrados.

Rio Sena

O rio mais importante da França foi declarado biologicamente morto na década de 1960. A partir daí, ele foi inserido em leis de proteção ambiental e em projetos para recuperar o ecossistema, como a criação de estações de tratamento. Hoje, o rio Sena está vivo e é seguro até mesmo para humanos.

Rio Cheonggyecheon

Esse rio sul-coreano foi despoluído em apenas 4 anos. O projeto de revitalização contou com a construção de um parque linear com mais de 400 hectares de áreas verdes e a ampliação e interligação do sistema de transporte coletivo. Como consequência, houve um aumento da biodiversidade, a redução da temperatura atmosférica e a melhora considerável da qualidade do ar.

Estratégias para despoluir os rios

O processo de despoluição deve começar com o tratamento adequado do esgoto antes que ele seja despejado no rio. Assim, é preciso investir em medidas de saneamento básico, com o desenvolvimento de uma rede de coleta e criação de estações de tratamento de efluentes (ETEs).

O avanço da biotecnologia trouxe uma ótima maneira de acelerar essa recuperação. Trata-se do uso de um consórcio de microrganismos capazes de degradar e digerir os compostos orgânicos presentes nas ETEs. Com isso, a capacidade de tratamento do sistema é ampliada, e os rejeitos passam a se enquadrar nos parâmetros legais para o descarte.

No entanto, esse é o primeiro passo de um processo lento e gradual. A transformação completa deve passar pela educação da população, com a promoção da mudança de hábitos e o reconhecimento das fontes de poluição como agentes nocivos ao homem e ao meio ambiente. O fortalecimento da legislação ambiental também ajuda a evitar que agressões ao ambiente continuem sendo cometidas.

Assim, despoluir os rios é possível, mas não se trata de um projeto com dia e hora para terminar. Precisamos pensar em um processo contínuo que, mesmo após gerar os resultados esperados, deve ser mantido de forma a preservar tudo o que foi conquistado.

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