Como limpar a caixa de gordura? Veja 5 dicas práticas

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A caixa de gordura é um recipiente instalado entre os pontos de coleta da água em uma edificação e o sistema público de esgoto. Seu papel é filtrar a água, retirando componentes gordurosos advindos, na maior parte dos casos, do preparo de alimentos.

Sem a caixa de gordura, os entupimentos na rede de esgoto seriam ainda mais frequentes e graves. Nos casos de despejo sem tratamento, a poluição de solo, cursos d’água e lençol freático pode ser catastrófica.

Como óleos não são hidrossolúveis, o sistema se baseia na decantação para realizar a separação. A gordura fica acumulada na caixa e se solidifica enquanto a água segue pela tubulação.

Pela própria limitação física, a caixa precisa de manutenção periódica, ou trará transtornos, como diminuição da vazão da água, transbordamento, mal cheiro e proliferação de insetos.

A frequência com que a limpeza precisa ser realizada depende do método escolhido e da atividade principal do estabelecimento. Restaurantes, hotéis e outros locais de cozinha intensamente utilizada são os que mais precisam se preocupar com a questão, inclusive por questões de higiene, bem-estar de trabalhadores e clientes e fiscalização da vigilância sanitária.

Mas você sabe como limpar a caixa de gordura? Existem vários mitos e erros cometidos no processo. Saiba mais sobre o assunto neste post:

1. Equipamentos

A caixa de gordura pode ser comprada pronta ou feita de alvenaria. Cada modelo terá suas especificações, mas, em muitos casos, serão necessárias ferramentas como pé-de-cabra para abri-las.

Para remoção da gordura:

  • raspadores;

  • balde;

  • esfregão;

  • bomba de água — sempre há uma quantidade de água que permanece na caixa. Um recipiente de líquidos pode substituir a bomba na remoção manual.

Alguns equipamentos de proteção individual (EPIs) também são recomendados:

  • luvas de borracha que protegem até o antebraço;

  • galochas;

  • avental emborrachado;

  • Máscara de oxigênio — embora os odores da caixa de gordura não sejam tóxicos, seu cheiro é forte e desagradável.

2. Produtos

Existem muitos portais na internet com recomendações sobre como limpar a caixa de gordura. No entanto, alguns produtos sugeridos vão na contramão da boa limpeza.

Água em ebulição

Embora a água em alta temperatura realmente ajude dissolver a gordura, sua aplicação na caixa de gordura faz exatamente o oposto do que se está tentando prevenir: leva todo o material para o esgoto. Quando a água perde temperatura, a gordura se solidifica novamente e pode causar um entupimento muito sério dos canos.

Soda cáustica (hidróxido de sódio)

Com o mesmo problema lógico do uso de água fervente, a soda cáustica possui um agravante: seu poder de corrosão do alumínio — material utilizado na construção civil, de forma pura ou ligamentar, para encanamentos. Imagine, portanto, o prejuízo que essa tentativa de simplificação pode gerar.

Refrigerante

Existe um mito popular que aconselha o uso de refrigerantes para desentupimentos em geral. Porém, não há nenhuma comprovação científica dessa eficácia, muito pelo contrário, essa é uma prática que pode desencadear mais problemas.

Água sanitária (hipoclorito de sódio)

Ao contrário dos produtos anteriores, a água sanitária costuma ser recomendada para a higienização final da caixa, mas essa não é uma boa escolha: parte da gordura da caixa é degradada por bactérias inofensivas à saúde, diminuindo a frequência com que a limpeza precisa ser realizada. Matar os micro-organismos da caixa significa reduzir seu tempo de vida útil.

Bactérias digestoras de gordura

As bactérias realmente são muito eficientes para manutenção de caixas de gordura, mas sua aplicação precisa ser prévia e rotineira. Uma caixa de gordura, já na sua capacidade limite, precisa de um trabalho mecânico, não biológico.

3. Legislação

No âmbito federal, ainda não existe obrigação de instalação de caixa de gordura em estabelecimentos comerciais, mas a legislação municipal e estadual precisa ser analisada para saber das especificações legais de cada localidade.

Complicações com a lei podem acontecer pela ausência da caixa de gordura, falhas de instalação, vazamentos e falta de manutenção. Os insetos que se proliferam na caixa (quando não há manutenção regular) são um problema a mais no quesito higiene.

Quando a questão é evidenciada pelo mal cheiro, é possível que até mesmo clientes denunciem o estabelecimento para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), responsável pela fiscalização de espaços de produção, armazenamento, distribuição, manipulação e venda de alimentos.

Há ainda a possibilidade de enquadramento em crime por despejo incorreto e poluição ambiental, passível de multa, interdição e prisão.

4. Despejo

A gordura retirada da caixa não deve ser despejada no vaso sanitário ou em outros pontos de coleta de esgoto, podendo causar o entupimento dos canos. Para descarte no lixo comum, coloque-a em um recipiente impermeável e que não se rasgue ou quebre facilmente.

Uma alternativa é entrar em contato com uma das diversas empresas que prestam serviço de recolhimento de gordura de forma gratuita — ou, ainda, trocam por produtos de limpeza ou dinheiro.

É importante ressaltar que, ainda que a caixa de gordura esteja instalada e funcionando corretamente, o óleo não deve ser jogado diretamente na pia, especialmente em grandes quantidades, como o óleo de fritura. O ideal é guardá-lo em um recipiente a parte e encaminhar, junto com a gordura recolhida na caixa, para uma entidade de reciclagem.

5. Prevenção

Para cozinhas de alta rotatividade, a recomendação geral é de limpeza mensal da caixa de gordura. Isso requer planejamento, paralisação das atividades durante o processo e pode gerar diversas complicações quando o prazo máximo não é respeitado.

Uma solução é o uso da biotecnologia, ou seja, a instalação de um sistema que mantém as bactérias digestoras de gordura sempre presentes e ativas, prevenindo a lotação da caixa de gordura e deixando as intervenções diretas muito menos frequentes sem a problemática dos entupimentos, mal cheiro ou pragas de esgoto.

Se você já entendeu como limpar a caixa de gordura é importante, talvez seja hora de tratar esse procedimento com mais seriedade: seja para medidas preventivas, como os micro-organismos lipodigestores, seja para a limpeza pesada, o ideal é procurar uma empresa especializada para que o trabalho seja feito de forma correta, eficiente e segura.

A economia do “faça você mesmo” às vezes pode gerar complicações e prejuízos que a contratação de um profissional capacitado poderia ter evitado.

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