redução de custos na lavoura

Redução de custos na lavoura: como é possível atingir esse resultado?

Por Marketing
Escrito em 17 de setembro de 2019
Atualizado em 18 de setembro de 2019
Blog

O Brasil é considerado um dos países mais caros para um agricultor produzir. Segundo dados da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), é 79% mais caro produzir aqui do que na Argentina, e 32% mais caro do que no Uruguai.

Isso é muito preocupante, especialmente quando consideramos o fato de sermos os maiores exportadores e produtores de muitos tipos de alimentos. Nesse contexto, o agricultor se vê diante de um grande desafio: que estratégias de redução de custos na lavoura podem ser adotadas?

Neste artigo, você vai entender melhor sobre como os custos podem afetar a rentabilidade do negócio e de onde eles se originam. Além disso, conheça as melhores práticas do setor que contribuem para um negócio mais sustentável!

Impactos dos custos na lavoura

Na agricultura, os recursos necessários para a lavoura dependem do tipo de cultura. Soja, milho e café, por exemplo, requerem investimentos diferentes, algumas menos, outras mais.

Os custos também variam conforme as tecnologias empregadas. Há culturas que necessitam de altas inovações, tecnologias, produtos e investimentos, enquanto outras estão mais relacionadas à subsistência, pois são de intensidades e necessidades inferiores, demandando menos interferências da tecnologia e, portanto, menos custos.

Porém, no final, o que importa é a rentabilidade. Esse é o principal impacto na redução de custos na lavoura. Pode-se dizer que essas despesas dependem da tecnologia empregada (de custo maior ou menor).

Por isso, o foco do produtor sempre é o retorno que certo investimento está dando. Os recursos utilizados devem resultar em dinheiro, permitindo que o produtor ganhe espaço em termos de vendas.

O conhecimento desse impacto é importante porque isso pode nortear a tomada de decisões na lavoura. E obviamente não serão somente as tecnologias que vão compor esse cálculo. Insumos, água, energia, mão de obra e muitos outros aspectos entram nessa soma e interferem na lucratividade do negócio.

Por isso, o primeiro passo é compreender a origem desses custos, conforme veremos agora.

Possíveis explicações para os altos custos

O já citado estudo da Farsul analisou os custos de quatro culturas e concluiu que na produção de arroz, por exemplo, os impostos para o cultivo ultrapassam os 30% do custo total. Se houvessem isenções na compra de máquinas e insumos, as despesas poderiam ser reduzidas entre 25% e 20%, respectivamente.

Ao passo que há fontes de custos que estão fora do controle do agricultor, como os tributos impostos, existem decisões estratégicas, sobretudo no que se refere à gestão e às tecnologias empregadas, que podem encarecer ou baratear as operações. E é nesses aspectos que as estratégias a seguir vão focar.

Estratégias para redução de custos na lavoura

As fontes de desperdício

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), todos os anos, mais de 1 bilhão de toneladas de produtos alimentícios vão parar no lixo. Esse valor corresponde a ¼ da produção mundial de alimentos para o consumo humano.

Mais da metade desse montante é perdido ainda na cadeia de produção — produção, manejo e armazenamento dos produtos. É nessas etapas iniciais que o produtor deve se concentrar para garantir a redução de custos na lavoura.

Ao aprimorar os métodos de manuseio ao longo da produção, você garantirá uma proteção maior ao produto contra situações nocivas à sua integridade. Dessa forma, estará em melhores condições para a venda e a rentabilidade será maior.

O diagnóstico das fontes de custos

Outro passo importante para a redução de custos na agricultura é mapear todas as despesas, nas diferentes etapas da produção. Essas geralmente são:

  • compras de insumos agrícolas;
  • mão de obra — fixa ou sazonal;
  • despesas com máquinas agrícolas;
  • serviços adicionais.

Levantando todos esses custos, será possível analisá-los de forma individual para encontrar maneiras de cortar despesas com base nas melhores práticas do mercado, como veremos mais adiante.

O suporte da agricultura de precisão

Em primeiro lugar, é preciso utilizar o produto certo na hora certa. Com aplicações erradas, produtos inadequados e plantios em momentos impróprios, a rentabilidade se transforma em prejuízo. Dessa maneira, é essencial usar os recursos (produtos, informações, tecnologia) nos melhores momentos para aprimorar os resultados.

Nesse caminho surgiu a Agricultura de Precisão (AP), uma série de tecnologias e metodologias de monitoramento e análise de informações para dar suporte à tomada de decisões no campo.

O crescimento dessa ferramenta se potencializou com o avanço dos recursos de referenciamento e posicionamento geográfico — conhecido como GPS — e outros instrumentos de sensoriamento remoto.

Sistemas de gerenciamento acoplados às máquinas agrícolas indicam a linha de formação correta e calculam a direção que o motorista deve seguir e a maneira como a aplicação deve ser feita, para que o produto não passe duas vezes pelo mesmo lugar, por exemplo.

Também existem tecnologias que informam o melhor momento para aplicações de defensivos, considerando a previsão de ventos e chuvas.

Além disso, a agricultura de precisão permite que o produtor capture dados e monitore todas as operações da sua lavoura. Dessa forma, é possível criar mapas de fertilidade no solo para saber exatamente como distribuir fertilizantes e corretivos conforme a necessidade de cada área.

Outros aspectos podem interferir nessa e nas demais operações, conforme os dados levantados sobre:

  • épocas mais adequadas para plantio;
  • melhores variedades, de acordo com a época de plantio;
  • condições de ambiente e clima mais adequadas.

Atualmente, a tecnologia da informação é uma ferramenta auxiliadora e de grande importância para o setor da agricultura. Pode-se contar com informações mais precisas e que auxiliam na identificação do melhor momento de aplicação.

A otimização da irrigação

Boa parte da água tratada no país é utilizada pela agricultura na irrigação. A falta do bom gerenciamento dessa atividade acaba por gerar custos desnecessários ao agricultor. Mas algumas práticas ajudam a reverter o quadro, o que inclui:

  • armazenar a água da chuva em cisternas;
  • usar métodos de irrigação alternativos que consomem menos água, como a técnica do gotejamento;
  • prevenir a erosão, que atrapalha a absorção da água por parte das plantas;
  • reutilizar a água aplicada em processos agrícolas;
  • conhecer a demanda hídrica de cada tipo de cultura, conforme seu estágio de desenvolvimento.

A escolha de fertilizantes mais eficientes

Muitos fertilizantes minerais disponíveis no mercado tratam somente a química do solo. Essa é apenas uma função básica. Por outro lado, os produtos SUPERBAC agregam componentes a mais do que os fertilizantes minerais comuns, pois atuam na parte orgânica, na estruturação, na parte física e também na parte biológica do solo.

Portanto, além de químicos, os fertilizantes da SUPERBAC são também físicos e biológicos, sendo que essa composição mais abrangente copia o que a natureza faz. Nesse cenário, esses produtos reduzem custos, já que adicionamos elementos biológicos em nossos fertilizantes.

Então, quando o produtor fizer uma adubação, ele já está levando o adubo mineral, constituindo assim um nutriente tanto para o solo quanto para as plantas. Dessa forma, será feita uma aplicação única, pois não é necessário que o trator faça duas operações, evitando o pisoteio e segundas entradas nas lavouras e reduzindo custos com combustível e mão de obra.

Esperamos que essas dicas sejam úteis para você conseguir implantar estratégias de redução de custos na lavoura. Lembre-se de que essas ações partem de um bom planejamento e de decisões baseadas em dados. Faça da tecnologia a sua aliada para alcançar um negócio mais rentável e competitivo.

Quer saber mais sobre os fertilizantes da SUPERBAC ? Entre em contato conosco e tire suas dúvidas!

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