gerenciamento rural

6 dicas práticas para fazer o gerenciamento rural

Por Marketing
Escrito em 25 de setembro de 2019
Atualizado em 18 de setembro de 2019
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O gerenciamento rural é o conjunto de ações que visa manter e desenvolver o agronegócio, cuidando de todos os detalhes relacionados ao solo, como preparação da terra, cultivo, manutenção da lavoura, colheita, venda.

A gestão envolve aspectos financeiros e o uso de técnicas adequadas e da tecnologia moderna. O campo necessita tanto das ferramentas tecnológicas quanto a cidade. Por isso, existem máquinas de última tecnologia, capazes de arar o solo, de fazer a colheita, de irrigar.

Outro ponto importante é o uso de fertilizantes naturais, que não prejudicam a saúde, nem o meio ambiente. Quer saber mais? Neste artigo, daremos 6 dicas práticas para você efetivar um bom gerenciamento rural em suas terras. Confira!

1. Faça um planejamento

O planejamento requer alguns conhecimentos básicos de administração, que ajudem a ter uma visão mais realista e confiável do negócio e a criar planos de ação.

Você precisa construir um modelo de negócios estável de suas terras e definir de forma clara os elementos mais importantes: sua proposta de valor, os parceiros, os recursos disponíveis, o orçamento, os canais de distribuição, o perfil do mercado.

Esses elementos indicarão um rumo para sua administração e aperfeiçoarão sua visão de negócios.

Somente com planejamento correto, é possível compreender a propriedade como uma empresa e profissionalizar o gerenciamento rural.

2. Delegue funções

Quando diferentes funções ficam concentradas em somente uma pessoa, a tendência é que o empreendimento sofra prejuízos. Delegando funções, os resultados não ficam comprometidos, já que funcionários qualificados tomam conta, cada um, de uma determinada parte do trabalho rural.

Evita-se assim a sobrecarga. Os indicadores também oferecem resultados mais positivos para o gestor e para possíveis investidores. Defina alguns critérios para contratar profissionais, considerando a capacitação deles, se realmente suprem as necessidades de seu negócio.

A agricultura e o planejamento do estoque necessitam de diferentes cuidados. Isso significa que nem sempre o mesmo profissional tem habilidades e conhecimentos para cuidar de todas as áreas da propriedade rural.

É importante analisar, entre os funcionários, os que podem efetivamente realizar as funções abaixo:

  • a atualização dos dados de gestão (entrada e saída);
  • o recolhimento das notas fiscais;
  • a manutenção dos estoques;
  • a operação das máquinas;
  • a aquisição de insumos;
  • os cuidados com o plantio e a colheita.

3. Organize-se com antecedência

Não deixe nada para a última hora, é importante ser proativo. Você sabe como o estoque é importante para o produtor rural, assim, é fundamental organizá-lo com antecedência. Os insumos não podem faltar para que o ciclo de produção não pare.

Se estoques muito grandes e desnecessários implicam em perdas e prejuízos, os estoques escassos, sem a quantidade adequada de insumos, geram atrasos e podem tornar o plantio, a cobertura e os tratos culturais impraticáveis.

Os insumos envolvem adubos/fertilizantes, sementes, produtos fitossanitários, peças do maquinário, óleo diesel e outros. Deixando o estoque organizado, você poderá se planejar para efetivar as outras atividades do negócio.

Um passo importante de proatividade é programar e efetuar a manutenção das máquinas. Depois, detalhe o que cada tarefa exige, como os insumos, os equipamentos e seus operadores, o período mais apropriado para realizar as ações.

4. Mapeie todo o processo produtivo

Para o gerenciamento rural, é fundamental conhecer e entender o processo produtivo, pois ele é uma das bases do agronegócio. Esse conhecimento também permite identificar os melhores funcionários para tomar conta de cada setor dentro da propriedade.

O mapeamento deve considerar:

  • os materiais utilizados;
  • os funcionários envolvidos;
  • os prazos de contrato;
  • os objetivos do agronegócio;
  • o posicionamento de concorrentes;
  • os períodos ideais para semear e para colher;
  • o dimensionamento da quantidade de máquinas e de implementos;
  • o monitoramento das pragas, das ervas daninhas, das doenças que afetam as plantações;
  • as melhores práticas de produção.

A realidade só pode ser mudada se for conhecida. É importante pesquisar, então, quais as melhores sementes, os melhores fertilizantes, os melhores equipamentos para ter certeza de que tudo correrá no tempo devido e que os produtos que alcançarão o mercado, o feirante e o consumidor serão efetivamente de boa qualidade.

O processo produtivo deve responder questões como:

  • O que devo produzir?
  • Como vou produzir?
  • Em que época vou produzir?
  • Quanto é viável produzir?

O bom empreendedor visualiza “além da porteira”, ou seja, não se limita apenas à sua propriedade, mas observa também o mercado para entender suas necessidades e fazer o planejamento de acordo com elas.

Monitorando o processo, você estará apto para identificar gargalos e evitar ou contornar obstáculos, assegurando uma maior produtividade.

5. Conheça o solo

O solo é um fator decisivo para o plantio e para a colheita. Por isso, o produtor rural deve analisar a qualidade do solo que será arado.

Existem variações químicas e eventos específicos (como o solo compactado e a disponibilidade de água) que definirão qual a melhor plantação para cultivar e quais as técnicas mais adequadas para trabalhar o solo.

A avaliação da terra também permite entender que tipos de fertilizantes deverão ser empregados e em qual quantidade. E o empreendedor deve conhecer muito bem sua propriedade e manejar o solo com consciência e sustentabilidade.

6. Faça bom uso da tecnologia

Outra dica para realizar um gerenciamento rural adequado é conhecer e aplicar a chamada “agricultura de precisão”, que depende fundamentalmente de ferramentas tecnológicas.

Você pode melhorar a produtividade das plantações, usando máquinas controladas por GPS, telemetria (a coleta e o compartilhamento remotos de diferentes dados sobre equipamentos), Sistema de Informação Geográfica (SIG), sensores que medem as variações do solo e softwares especializados em agronegócio, pois eles coletam informações e deixam os processos automatizados.

Além desses recursos, podemos citar as redes de telefonia móvel (possibilitam a comunicação rápida entre os profissionais) e os dispositivos móveis (telefones celulares e outros dispositivos que aumentam os limites de atuação dos trabalhadores).

O controle feito de forma manual oferece mais dificuldades para o gerenciamento estratégico, já que existem muitos dados e muitas áreas para administrar.

As tecnologias modernas transformam os modelos de negócios na zona urbana e na zona rural. O campo está se tornando cada vez mais conectado e automatizado, diminuindo os custos com insumos e mão-de-obra e otimizando a produtividade.

O gerenciamento rural permite eliminar problemas e melhorar a qualidade do trabalho e dos resultados, favorecendo a redução de despesas e o aumento nos lucros.

Já aplica essas dicas em seu agronegócio? Quais dificuldades você tem encontrado? Gostaria de registrar uma prática agrícola que está dando certo em suas terras? Aproveite os espaços e deixe seu comentário!

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