Adubo orgânico vs adubo químico: entenda as diferenças

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A demanda por adubos orgânicos têm crescido constantemente no Brasil e no mundo, pois, cada vez mais, os agricultores percebem as grandes desvantagens do emprego de adubos químicos para o solo e para as plantações.

Além disso, seus consumidores finais têm exigido produtos ecologicamente sustentáveis e, portanto, a utilização de adubos orgânicos é um diferencial enorme no mercado. A responsabilidade ambiental é um grande valor da contemporaneidade.

No entanto, você compreende inteiramente as diferenças entre os adubos químicos e orgânicos? Nosso post elucidará os principais aspectos e, ainda, dará algumas dicas para que você encontre a melhor opção. Confira:

1. Origem dos insumos do adubo orgânico e do adubo químico

Uma das principais diferenças entre eles é a fonte dos insumos para a fabricação:

  • O primeiro, extrai sua matéria-prima de duas fontes principais: de produtos orgânicos descartados pelo consumidor final ou de rejeitos encontrados nos mais diversos ecossistemas, como o esterno, conchas, húmus de minhoca, etc. Ou seja, os insumos são obtidos da própria matéria orgânica de outras plantas e vegetais que se encontram em estado de decomposição.

  • Já o segundo utiliza produtos químicos, fabricados pela indústria química a partir de recursos naturais não-renováveis ou pela extração direta deles da natureza. Assim, predomina a exploração insustentável do meio ambiente, pois são produzidos em uma indústria que emite muitos poluentes.

Então, onde encontrar substratos para adubos orgânicos?

Minhocas

Como exemplo de adubo orgânico, as minhocas são essenciais para a formação de um solo saudável e muito rico em nutrientes. Um viveiro de minhocas pode produzir dois tipos de fertilizantes naturais: o húmus (na qual são represados os compostos ricos em nutrientes depositados por esses animais) e o biofertilizante líquido natural.

Borra de café

Esse material é rico em fósforo, potássio e nitrogênio. Ele é uma excelente opção, pois contém substâncias capazes de afastar lesmas e caracóis.

Restos de frutos do mar

Essa opção é bem interessante, uma vez que, além de conter os principais nutrientes, também é muito rica em aminoácidos.

2. Diversidade dos nutrientes

As plantas têm a capacidade de obter sua fonte de energia da luz, da água e dos elementos químicos da atmosfera (gás carbônico). No entanto, isso não basta para que elas obtenham todos os seus nutrientes. Elas necessitam, ainda, de algumas substâncias para completar seu crescimento, como o fósforo, o nitrogênio orgânico e o potássio.

De onde as plantas retiram esses nutrientes? Do solo! Os adubos, tanto orgânicos como os químicos, têm como principal função suprir a carência desses elementos. Os químicos são produzidos em larga escala e fornecem uma diversidade limitada de nutrientes.

Já os orgânicos, além de fornecer todos os nutrientes proporcionados pelo adubo químico, também contam com outros nutrientes, os quais podem acelerar o crescimento das plantas e, até mesmo, criar proteções adicionais.

Por exemplo, o ácido pirolenhoso (ou, simplesmente, vinagre da madeira), além de nutrir, também oferece uma proteção contra insetos. Já a farinha de ovo ou de conchas, além de proporcionar o cálcio e magnésio para as plantas, também podem corrigir a acidez excessiva do solo.

3. Presença de aminoácidos nos adubos orgânicos

Como os adubos químicos são fabricados artificialmente, raramente, eles contêm alguma quantidade de aminoácidos, que são as moléculas que foram as proteínas presentes em todos os seres vivos. Os orgânicos, por sua vez, são abundantes nesses nutrientes, cujas vantagens são:

  • proporcionam um metabolismo equilibrado para as plantas, em comparação com o adubo químico;

  • aumentam a eficiência da fotossíntese, o que resulta em plantas mais verdes e com maior teor de açúcar;

  • reduzem a fitotoxicidade de alguns defensivos agrícolas;

  • melhoram a tolerância a doenças e pragas;

  • otimizam a translocação e a absorção dos nutrientes aplicados diretamente nas partes aéreas das plantas;

  • proporcionam um sistema radicular mais vigoroso e desenvolvido;

  • regulam os níveis de hormônio das plantas;

  • aumentam a tolerância ao estresse;

  • são nutrientes para a flora microscópica do solo, o que permite um melhor aproveitamento e uma maior absorção dos compostos nitrogenados.

4. Aceitação pelo solo

Os adubos químicos podem gerar muitos efeitos negativos para o solo, tornando-os menos férteis com o tempo. Isso ocorre com frequência, pois são uma intervenção artificial ao meio ambiente. Então, acabam alterando de forma não-sustentável o pH, a vida microscópica e a oxigenação do solo.

Assim, geram um desequilíbrio muito grande nos ecossistemas em que são inseridos, pois, mesmo em monoculturas, é essencial manter o máximo da integridade do ecossistema do solo.

Os adubos orgânicos, por outro lado, quase eliminam completamente esse problema. Como são produzidos restos de animais e plantas em decomposição, eles não oferecem nenhuma “novidade” para o solo e, portanto, o pH, a oxigenação e a vida microscópica são preservadas.

Portanto, os adubos químicos são uma economia de curto prazo, pois, com o tempo, você terá de investir bastante na correção das patologias do solo causadas por eles.

5. Risco de superdosagem

Os nutrientes, quando aplicados em excesso, provocam muitos efeitos indesejáveis. Por exemplo, o azoto é altamente solúvel em água e, nas chuvas, eles podem ser transportados para cursos d’água, onde provocam um processo chamado de eutrofização, que é o crescimento excessivo de micro-organismos aquáticos. Dessa forma, a oferta de oxigênio para os peixes diminui, prejudicando a vida no meio aquático.

Com isso, além de poluir, sua empresa poderá pagar altas multas por causa da degradação ambiental. Os orgânicos, entretanto, não fornecem um risco muito grande em relação à superdosagem, já que são absorvidos gradualmente e de forma controlada pelo solo e pela própria planta.

Portanto, os adubos orgânicos oferecem a melhor opção para uma lavoura em diversos sentidos: oferecem um produto agrícola diferenciado no mercado, reduzem os prejuízos econômicos causados pela superdosagem, tratam o solo ao invés de deteriorá-los, etc.

Atualmente, não são mais tão difíceis de encontrar e há empresas que os produzem com o que há de mais avançado em biotecnologia. Se você estava em dúvida a respeito do emprego de adubos orgânicos na sua plantação, é hora de você apostar nessa ideia. Certamente, seus concorrentes já os estão utilizando!

Agora que você conhece as diferenças entre adubo orgânico e adubo químico, quer saber mais a respeito de como aumentar a sustentabilidade do seu agronegócio? Confira nosso post sobre a importância da água na agricultura!

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